Economia

Câmara do Comércio aplaude volume de compras, mas o grande negócio continua por fazer

  • 25 de Novembro de 2009
  • 203 Visualizações, Última Leitura a 19 Setembro 2017 às 15:12
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O cônsul dos Estados Unidos nos Açores afirma que, este ano, a Base das Lajes comprou mais material de escritório a empresas da ilha Terceira do que a empresas norte-americanas ou estrangeiras.

Em declarações ao DI, Gavin Sundwall adiantou que, até Outubro, as compras de material e equipamento de escritório no mercado local realizadas pelos norte-americanos na base ascenderam a dois milhões de dólares.

O representante reafirmou também que, em 2008, os negócios e gastos (contratos, compras, salários, etc.) gerados a partir da base com o mercado local ascenderam a 93 milhões de dólares.

Em 2007, segundo dados revelados pelo destacamento americano nas Lajes, no início deste ano, a presença americana na base (aquisição de bens e serviços no mercado local) traduziu-se numa injecção de  68,1 milhões de euros.

Perante estes números, o presidente da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) diz-se satisfeito com as compras de material de escritório na Terceira, afirmando tratar-se, em parte, resultado da divulgação que a CCAH tem vindo a fazer das oportunidades de negócio nas Lajes.

“Nos últimos meses, através da nossa newsletter, temos vindo a divulgar junto dos nossos associados as necessidades da Base das Lajes, que são oportunidades para nós. Contudo, é pena que os negócios se fiquem por aqui”, sublinha.


Mais vendas

Sandro Paim, em declarações ao DI, afirma que o volume de aquisições dos norte-americanos no mercado terceirense tem vindo a aumentar, mas que continua a ser impossível vender carne, leite, frutas e vegetais à Base das Lajes.

“Aí teríamos uma grande oportunidade de negócio. Porque, quando vendemos material de escritório, ficamos com a margem que cabe a quem representa essas marcas cá. Mas é tudo produzido fora. No entanto, se os nossos empresários pudessem vender carne, leite, fruta e legumes à Base, aí as margens de lucro seriam muito maiores”, afirma.

“O entrave ao crescimento dessa área de negócio é a certificação. Os norte-americanos alegam que as certificações que são exigidas aos produtores locais não são idênticas às que eles exigem, logo, não compram esses produtos no nosso mercado. No fundo, escudam-se em alguns aspectos legais, o que, em boa verdade, se traduz em algum proteccionismo”, argumenta.

Sandro Paim afirma que a CCAH tem vindo a manter contactos permanentes no sentido de desbloquear esta situação, mas que, até ao momento, não foi possível concretizar essa intenção.


Vendas

Apesar de se mostrar satisfeito com o valor das compras no mercado local do destacamento norte-americano nas Lajes, o presidente da CCAH diz que se mantêm as preocupações dos empresários terceirenses com a “economia informal” que tem origem na base.

“As cantinas, os BX e outras lojas continuam a vender muito, o que retira negócio aos empresários terceirenses. Continuamos a criticar essa situação e a reivindicar uma solução permanente”, afirma.

“Das duas uma: ou os americanos respeitam o que está no Acordo das Lajes, e as vendas nas Lajes só são possível a eles, aos trabalhadores portugueses e seu familiares; ou então, abrem as portas a toda a população e pagam os devidos impostos, como qualquer empresa com porta aberta na ilha”, argumenta Sandro Paim.

O destacamento militar americano nas Lajes é composto por menos de dois mil americanos, empregando cerca de 800 trabalhadores portugueses.

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