Economia

Empresários desafiados por Sócrates a estarem atentos

  • 23 de Novembro de 2009
  • 237 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 16:28
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O primeiro-ministro referia-se às oportunidades de desenvolvimento que as energias renováveis vão a breve trecho proporcionar, para além do que já está feito.

Mas José Sócrates também foi confrontado com o Código Contributivo.

O primeiro-ministro José Sócrates exortou sábado os empresários a estarem atentos às oportunidades de desenvolvimento que vão surgir nas áreas das energias renováveis onde, apesar dos progressos dos últimos anos, ainda há muito por fazer. “O que aí vem é, sem dúvida, um tempo de oportunidades e queria chamar-vos a atenção para isso. Na eólica, na hídrica, na solar e nos carros eléctrico as mudanças na energia são absolutamente decisivas para a mudança da nossa economia, para mais oportunidades de emprego e de requalificação e melhoria das empresas”, afirmou Sócrates em Sever do Vouga, após uma visita à empresa A. Silva Matos Energia.

José Sócrates lembrou os “progressos notáveis” dos últimos quatro anos, concretamente no caso da energia eólica, passando de cerca de 500 para três mil megawtts instalados. “Fizemos nestes quatro anos investimentos nas energias eólicas que significam duas ou três centrais nucleares em termos de produção de electricidade. E vamos fazer mais. E estamos hoje a apostar como nunca se apostou na construção de barragens”, afirmou, sublinhando que Portugal vai “finalmente corrigir o erro” de não ter aproveitado o seu potencial hídrico.

O primeiro-ministro disse também ter como objectivo “desenvolver o cluster industrial na área da energia solar”, com “boas políticas públicas” e esperando “o contributo das principais empresas, que é decisivo”. “Nada se faz num país apenas com o Governo. Tudo se faz com as empresas. O mais importante é construir uma estratégia comum, que possa dinamizar o sector, clara, bem orientada, com objectivos bem definidos”, sublinhou.

Por isso José Sócrates decidiu homenagear com esta sua visita duas empresas que têm apostado no sector da energia, a Martifer, em Oliveira de Frades, e a A. Silva Matos Energia, em Sever do Vouga. Adelino Silva Matos contou que, depois de fazer torres eólicas tradicionais, a sua empresa foi desafiada a construir a torre E82, “reconhecida como a mais avançada do mercado” e que “produz mais de 30 por cento de electricidade do que qualquer outra congénere do mercado”. “Nesta fase estamos já à espera de um novo projecto de torre, que vai ser ainda mais eficiente. Como gosta de dizer o senhor primeiro-ministro, é esta atitude que nos faz estar na vanguarda e nos fará sair da crise”, realçou.

Por outro lado, primeiro-ministro ouviu críticas ao Código Contributivo de um dos líderes do Grupo Martifer, Jorge Martins, que alertou para o risco de asfixia das empresas, sobretudo as do interior do país. “Empresas como a Martifer estão a trabalhar no sentido de aumentar as exportações, criando mais postos de trabalho. Mas cuidado não é matando as galinhas dos ovos de ouro que temos os ovos todos de uma só vez, é sim mantendo a galinha em condições de saúde”, alertou.

Na sua opinião, “o Código Contributivo é um bom exemplo de como asfixiar as empresas, essencialmente as empresas fortemente empregadoras, como é o caso da Martifer (com mais de 3.800 funcionários), que vai ver aumentados os encargos sobre a remunerações”.

Jorge Martins frisou que as empresas que não estão sediadas nos grandes centros urbanos têm de usar “engenho e arte” para atrair colaboradores, nomeadamente disponibilizando-lhes carro. “O grupo vê-se obrigado a ter mais de 350 viaturas, das quais tem de suportar o IVA, o IA, impostos que não existem em outros países, ao invés de os poder deduzir, como em Espanha. E agora, com o Código Contributivo, estes podem ser tributados em sede de IRS e de Segurança Social, onerando ainda mais esses encargos”.

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