Economia

Microcrédito concretiza "sonho" de jovem empresária

  • 17 de Novembro de 2009
  • 248 Visualizações, Última Leitura a 17 Novembro 2017 às 19:32
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Ana Pereira, uma jovem empresária de S. Miguel, sempre teve o "sonho" de montar um negócio próprio de florista, mas só o conseguiu concretizar com o apoio de um financiamento disponibilizado pelo sistema de microcrédito.

"Já era florista há 15 anos, mas sempre tive o sonho de abrir o meu negócio", contou à Lusa Ana Pereira, que, em 2007, decidiu "concorrer ao microcrédito", numa altura em que se encontrava desempregada.

Cerca de 150 pessoas já recorreram nos Açores a este sistema de financiamento de projectos de pequena dimensão, que funciona no arquipélago há dois anos.

Uma dessas pessoas é Ana Pereira, actual proprietária de uma loja de flores numa grande superfície comercial da ilha de S. Miguel.

Segundo esta jovem empresária, tudo começou quando teve "conhecimento do microcrédito, numa altura em que se encontrava a receber formação".

"Decidi meter mãos à obra e abrir o meu próprio negócio", afirmou.

Até à concretização do seu sonho "foi tudo muito rápido" e, hoje, Ana Pereira fala com orgulho do seu "próprio espaço", onde realiza "todos os trabalhos relacionados com arte floral, desde decorações para eventos até festas particulares ou casamentos".

O negócio até que lhe corre bem e a jovem empresária admite, por isso, expandi-lo no futuro.

"Claro que há períodos mais difíceis, como em todos os ramos de negócio, mas vai-se ultrapassando", sublinhou a jovem empresária, que não está "nada arrependida" do passo que decidiu dar em 2007 para arrancar com o seu sonho.

"Tudo com começou com uma grande força de vontade", frisou Ana Pereira, para quem a criação do seu próprio negócio veio também potenciar novos postos de trabalho.

Ana Pereira aconselhou os futuros empresários a "delinear bem o projecto e depois não temer nada".

Este caso de sucesso foi apresentado hoje, em Ponta Delgada, durante um seminário sobre microcrédito, durante o qual a secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, salientou a "especial importância" deste tipo de financiamento, que permite "o acesso ao crédito como um direito de todos, mesmo daqueles que se encontram em situação de risco de pobreza".

"Num montante máximo de 15 mil euros, os montantes de capital poderão ser determinantes para ajudar as pessoas a saírem de um situação de risco, pobreza e exclusão social", frisou.

Nesse sentido, Ana Paula Marques anunciou que o governo regional vai apresentar em breve um programa dirigido a zonas residenciais com "elevada concentração de situações de risco, que conjuge a organização social dos residentes, a criação de estruturas sócio-económicas e a gestão de respostas sócio-educativas de saúde e formação para a cidadania e empregabilidade".

A intenção é promover o aparecimento de micro-empresas privadas de prestação de serviços e comércio, promovidas pelos residentes das zonas abrangidas, que podem recorrer ao microcrédito para "ajudar a activar negócios e dar vida às comunidades".

"Trata-se de pequenos comércios de proximidade, de que os bairros tanto necessitam e poderão ser também um agente de desenvolvimento", concluiu Ana Paula Marques.

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