Economia

SATA e Galp distinguidas no ranking das 100 Maiores Empresas

  • 13 de Novembro de 2009
  • 272 Visualizações, Última Leitura a 17 Agosto 2017 às 15:26
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A edição 2008 do ranking das 100 Maiores Empresas dos Açores revela uma economia com vontade de crescer, ainda que afectada pela crise.

Uma economia fortemente centrada nas ilhas de São Miguel e Terceira e no sector terciário.

SATA Internacional foi a maior e a Galp a melhor empresa

A crise financeira internacional, que ‘rebentou’ em 2008, não passou ao lado dos Açores, mas o sector empresarial tem revelado solidez.

Globalmente, as empresas vendem mais, mas quase metade viu o seu volume de negócios ressentir-se no ano passado e os resultados líquidos globais ‘emagreceram’.

Estas são as principais conclusões a retirar do ranking das “100 Maiores Empresas dos Açores 2008”, uma publicação da Açormédia que ontem foi lançada com a entrega de prémios no Hotel Açores Atlântico e que hoje acompanha nas bancas o Açoriano Oriental, sendo distribuída pelos assinantes no fim-de-semana.

O ranking das 100 Maiores Empresas dos Açores é o ‘coração’ da economia açoriana. São quantitativamente apenas 2 por cento das empresas açorianas, mas têm mais de 10 por cento dos trabalhadores e representam cerca de 20 por cento do Valor Acrescentado Bruto da economia açoriana.

 Dois terços das 100 Maiores Empresas dos Açores estão no sector terciário da economia e mais de 90 por cento estão nas ilhas de São Miguel e Terceira.

O restrito ranking das 10 Maiores Empresas manteve-se praticamente inalterado e, face ao ano passado, revelou sobretudo o momento menos bom que atravessa a construção civil.

Já o ranking das 10 Melhores Empresas registou sete alterações, com as posições consolidadas no mercado a serem determinantes, num ano de instabilidade.

Rui jorge cabral Crise internacional é uma ‘gripe’ mas crise estrutural nacional é ‘doença crónica’ Canalizar investimento para a produção de bens transaccionáveis; apostar menos nas infra-estruturas e nos sectores protegidos da economia; reduzir os custos do trabalho associados à rigidez laboral e à burocracia e baixar a dívida pública.

Estas são as receitas para Portugal do economista Vítor Bento, que ontem foi o conferencista convidado da sessão de lançamento da revista “100 Maiores Empresas dos Açores 2008” e respectiva entrega de prémios, no Hotel Açores Atlântico.

Vítor Bento, que actualmente é presidente do Conselho de Administração da SIBS, partilhou com a assistência a sua perspectiva sobre o estado actual da economia portuguesa, os seus constrangimentos e as possibilidades de os superar.

Para Vítor Bento, “uma das dificuldades que temos tido em Portugal é a falta de consenso sobre a natureza do problema que enfrentamos e, sem esse consenso, não é possível resolvê-lo adequadamente”.

A economia portuguesa sofre de alguns “bloqueios estruturais”, com o problema muito mais do lado da oferta do que da procura. “Vivemos há 10 anos com uma procura muito superior ao que conseguimos produzir e acima das nossas possibilidades.

Quando muitos entendem que a forma de resolver esse problema é gastando mais dinheiro, essa é a forma errada. Isso será como deitar água numa banheira entupida. Já não enchemos mais a banheira e só desperdiçamos água”, explicou o economista.

Segundo Vítor Bento, Portugal passa actualmente por duas crises: uma estrutural, que dura há cerca de uma década e a turbulenta crise internacional, que apanhou também Portugal.

Vítor Bento compara a crise internacional a uma gripe, que ataca forte e causa normalmente uma preocupação grande num curto intervalo de tempo, enquanto que a crise estrutural é uma doença crónica, que se manifesta sem grandes alarmes, mas que comporta em si mesma um risco mortal muito maior. “É para essa crise estrutural que temos de dirigir a nossa atenção e não é isso que temos feito”, adverte o economista.

Embora se manifeste desconhecedor da economia açoriana em particular, Vítor Bento não deixou de afirmar que os Açores, perante a crise que atravessa Portugal e a generalidade das principais economias mundiais, “devem procurar diversificar as suas fontes de rendimento”.

Perante uma sala cheia, seguiram-se as apresentações do júri e dos critérios de selecção das empresas, com as sempre aplaudidas entregas de prémios a representarem o reconhecimento de um ano de trabalho.

“Nunca pensei um dia ter esta profissão” Marta Bradford, da Auto Viação Micaelense, Lda., é a Gestora do Ano 2008 da revista “100 Maiores Empresas dos Açores”. Marta Bradford teve um percurso de vida invulgar para quem geriu em 2008 uma das 10 Melhores Empresas dos Açores, ligada aos transportes colectivos de passageiros e à venda de automóveis.

Foi dona de casa, professora e quis o destino familiar que gerisse a empresa criada há cerca de 71 anos pelo seu avô materno. Durante a sua gestão, triplicou o número de funcionários da empresa.

Colégio do Castanheiro da Tetrapi Criada em 2002, a Tetrapi já tem activos da ordem dos 7 milhões de euros, quer chegar aos 20 milhões em 2013, vai ter proximamente mais de uma dezena de novos sócios e há muito que ultrapassou a fronteira do centro de explicações.

O Melhor Projecto de Investimento do ano 2008 premeia sobretudo a visão empreendedora. O Colégio do Castanheiro, o projecto vencedor, prevê abrir as suas portas já no próximo ano lectivo. Tem capacidade para 700 alunos até ao 12º ano. O investimento é de 13,7 milhões de euros e promete revolucionar o ensino.

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