Economia

Obras de construção da Terleite deverão arrancar nos inícios de 2010

  • 10 de Novembro de 2009
  • 226 Visualizações, Última Leitura a 25 Setembro 2017 às 04:32
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Passados sete meses do anúncio público, as obras de construção da nova fábrica de leite da ilha Terceira deverão arrancar nos primeiros meses do próximo ano. Designada por Terleite, a futura unidade industrial tem já o projecto praticamente concluído.

O presidente da Associação Agrícola da ilha Terceira (AAIT) considera que o projecto da nova infra-estrutura fabril, do mês de Abril deste ano até esta parte, altura em que o plano foi anunciado oficialmente, decorreu dentro da normalidade.

Foram concretizados todos os procedimentos legais, nomeadamente a escritura da doação do terreno por parte da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (CMAH) à AAIT; e os estudos de viabilidade económica, arquitectura e construção civil”.

“Falta apenas o ‘layout’ do equipamento. Neste momento estão a ser analisadas as propostas dos fornecedores ”, revela Paulo Simões Ferreira, em declarações ao nosso jornal, acrescentando que o projecto será entregue por completo no início de 2010 na CMAH e no Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA).

Paulo Simões Ferreira diz ainda, sem no entanto adiantar pormenores, que neste espaço de tempo houve “redimensionamento de toda a estrutura” por motivos de viabilidade, “o que faz com que os números de financiamento e produção estejam um pouco acima dos inicialmente anunciados”.

Recorde-se que o dirigente associativo avançou, por ocasião da apresentação do programa da XI Feira Agro-Comercial da Ilha Terceira, que a nova fábrica poderia produzir, numa fase inicial, cerca de 40 mil litros de leite por dia, e que o orçamento estimava 1,5 milhões de euros.    

Com terreno localizado na zona industrial de Angra do Heroísmo, num lote de 5 mil metros quadrados, a futura Terleite, que vai produzir “O Leite da Ilha” – designação do leite – e queijo cremoso, contempla um piso reservado à parte fabril e dois pisos destinados aos laboratórios e serviços administrativos.

“No futuro gostaríamos de produzir queijo DOP”, adianta, referindo que, actualmente, existem no total 800 produtores na ilha Terceira, os quais, no futuro, terão “uma mais valia” com a nova fábrica. 

“Algum leite que é agora transformado em leite em pó, um produto de menos valia, passará a ser vendido em modo líquido, um produto de mais valia”, considera o presidente da AAIT, sublinhando que “ficam assim a ganhar os produtores e ambas as fábricas”.

Esta recente aposta no sector industrial dos lacticínios, surge no sentido de  “valorizar ainda mais o leite e os nossos produtos”, mostrando ao mercado que “são de qualidade”, conclui Paulo Simões Ferreira.


Museu Agrícola

Entretanto, a AAIT está a trabalhar no sentido de criar um Museu Agrícola e Casa de Refeições com localização na Casa da Queimada, na freguesia dos Altares, os quais terão como orientação um roteiro turístico.

Para além da mostra permanente, o Museu terá uma vertente itinerante, com vários pontos assinalados por toda a ilha Terceira, sendo que para isso o dirigente associativo contará com a colaboração e o apoio dos agricultores locais.

“Será um ponto de partida, para depois visitar um conjunto de lugares de particulares, de bom acesso, relacionados com a actividade agrícola. Os turistas que desejarem vão poder ver, in loco, a ordenha, por exemplo”, explica Paulo Simões Ferreira, mencionando os objectivos da ideia proposta. “É uma maneira de divulgarmos a história da agricultura dos Açores para que turistas e locais possam perceber a evolução das ilhas ao longo dos tempos”.

Já sobre a Casa de Refeições, um espaço que terá capacidade para cerca de duas centenas de pessoas, continua, deverá apenas dispor para consumo produtos típicos açorianos. “Ainda não sabemos em que moldes o vamos explorar. Sabemos que será devidamente equipado para servir refeições, mas não propriamente com cozinha em funcionamento”, diz.  

Com base em factos históricos, culturais e sociais, a equipa coordenadora, composta por historiadores e especialistas na área agrícola, prossegue com o levantamento, pesquisa e investigação de um projecto que deve manter fiel os usos e costumes tradicionais.

O futuro Museu e Casa de Refeições e o seu respectivo roteiro turístico, de momento em fase de entrega de candidatura, terão como passo seguinte o trabalho de requalificação dos imóveis, orçados em 95 mil euros – 60 por cento com fundos da GRATER e a restante percentagem da responsabilidade da AAIT –, a arrancar provavelmente no início de 2010.

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