Economia

Cartões de Débito e de Crédito - Taxa sobre transacções é bem vista pelos comerciantes

  • 3 de Novembro de 2009
  • 120 Visualizações, Última Leitura a 23 Setembro 2017 às 10:53
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Pagar com cartão ou com dinheiro vivo? A questão nunca pesou muito na decisão dos consumidores finais, mas as recentes orientações da União Europeia, aceites pelo Governo português, permitem que os comerciantes possam abertamente cobrar comissões pelos pagamentos efectuados através de cartão de débito ou de crédito. Esta realidade uma nova discussão no sector.

Os responsáveis da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo vêem com bons olhos esta possibilidade. De acordo com João Orlando Rebelo, vice-presidente da instituição, “esta possibilidade vai permitir que as margens dos comerciantes não sejam tão esmagadas”, por outro lado os pagamentos com cartões são uma comodidade, “um serviço extra que o comerciante presta ao cliente e que tem um custo” e por isso mesmo o comerciante “deve poder decidir se cobra ou não por esse serviço”.

De forma geral os comerciantes que o nosso jornal contactou vêm com bons olhos esta nova possibilidade e ponderam em cobrar a taxa de transacção no valor total ou parcial cobrado pela banca. A competitividade no comércio tradicional e na restauração é muita e a crise veio reduzir as margens de lucro praticadas, margens que sofrem uma redução ainda maior quando o cliente opta por usar o pagamento por cartão. O facto de ser opcional pode criar desequilíbrios entre comerciantes do mesmo sector de actividade, mas isso é algo que não preocupa os empresários porque admitem que o mercado se adapte á nova realidade, sendo que a adopção generalizada da medida pode ainda levar à diminuição do uso desse sistema de pagamento. Nesse contexto o problema passa a ser da banca que vê as suas transacções diminuídas e possivelmente a perda de alguns clientes do serviço, defendem alguns empresários.


A outra face da moeda

Em termos práticos, o serviço que os comerciantes prestavam ao disponibilizar os equipamentos para pagamentos com cartões é um custo como tantos outros, cada vez mais previsível e enquadrado com a tipologia de cada cliente. Por isso mesmo os custos desse serviço já se encontravam muitas vezes diluídos no preço final dos produtos. Alguns responsáveis da banca acreditam que esta directriz pode ajudar a esclarecer certas situações dúbias de aumento de preços generalizados por taxas que nem sempre existiam.

O cliente agora deve estar cada vez mais atento ao evoluir desta situação, sé é verdade que o processo de cobrança de taxas pode ficar mais transparente, não é menos verdade que se abrem precedentes para a cobrança de taxas superiores às reais, passando do oito ao oitenta.

De forma geral a banca não vai alterar em nada os contractos e os preçários praticados até hoje. Este serviço continua inalterável e a possibilidade de cobrança de taxas aos consumidores é vista do mesmo modo como a opção de alguns estabelecimentos só aceitarem pagamentos superiores a determinados valores. Cada empresa deve gerir por si a relação que tem com os seus clientes, uma premissa do mercado livre.

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