Economia

Em época de crise há lugar à poupança e ao investimento

  • 30 de Outubro de 2009
  • 258 Visualizações, Última Leitura a 17 Dezembro 2017 às 21:17
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A situação económica não se resume à falta de dinheiro a circular e ao desemprego pois há também factores positivos que podem ser aproveitados para poupar ou mesmo investir, tais como a descida das taxas de juro e do preço dos combustíveis face aos máximos de 2008

Se atentarmos à evolução recente torna - se claro que o volume de endividamento cresceu a um ritmo superior ao da poupança nos Açores. De acordo com os dados do Banco de Portugal, em Dezembro de 2008, os depósitos cobriam somente 58 por cento dos empréstimos contraídos pelos açorianos.

A questão ganha tanto mais importância numa época de crise o que, aliás, leva a Deco/Proteste a assinalar o Dia Mundial da Poupança, a 31 de Outubro, apontando baterias no combate à crise e a recomendar prudência e a máxima poupança.

Sob o lema “SOS crise: poupar mais e investir melhor”, a Defesa do Consumidor salienta que “tão importante como poupar é fazer as melhores escolhas de investimento”, o que se aplica ao crédito à habitação, fundos de investimento, planos poupança-reforma e depósitos a prazo.

No fundo, explicita a Defesa do Consumidor, trata-se de saber viver com a crise fazendo uma abordagem positiva e aproveitar as oportunidades, como as que foram criadas recentemente com a queda das taxas de juro (Euribor), o aliviar do preço dos combustíveis face aos máximos do ano passado e ainda o abrandar da inflação. Tempo para ser empreendedor Especialmente em época de crise e de elevada taxa de desemprego os especialistas aconselham que se aproveite os euros que sobram em vez de os gastar em produtos e serviços supérfluos.

“As pessoas devem utilizar a poupança de duas maneiras: pagando as dívidas que têm acumuladas nos cartões de crédito e no crédito ao consumo, que cobram taxas de juro elevadas, e aproveitando o nível historicamente baixo das taxas de juro de referência nos créditos hipotecários para transformarem as taxas variáveis em taxas fixas, uma vez que a sua subida a curto prazo é inevitável”, disse à Agência Lusa José Santos Teixeira, presidente da gestora de activos Optimize.

Esta leitura é corroborada por Ricardo Farias, do Banco Espírito Santo dos Açores, que não tem dúvidas de que nos últimos anos “se assistiu a uma quebra significativa no volume de depósitos, sendo os cartões de crédito o grande inimigo da poupança, uma vez que muitas pessoas vivem acima das suas reais possibilidades”.

Assim, e no que se refere aos tão “queridos” como “mal amados” cartões de crédito, especialistas nacionais disseram à Agência Lusa que a única forma de poupar nos juros de dois dígitos cobrados pela banca é utilizar a opção de pagamento a 100 por cento, tirando proveito do período de crédito gratuito que nalguns casos chega aos cinquenta dias e aplicar esse dinheiro numa poupança, durante esse período.

Já no que respeita ao crédito à habitação, “deve-se evitar formalizar contratos com taxas de esforço superiores a 30 por cento do rendimento familiar mensal, pois nesses casos os clientes estarão condenados ao incumprimento”, releva Ricardo Faria. Aproveitar a queda da Euribor para reduzir o prazo do empréstimo contraído para a compra de casa é outra boa maneira de poupar dinheiro em tempo de crise, mesmo que o impacto das prestações seja maior no curto prazo. Por exemplo, a diminuição de cem prestações num contrato a trinta anos, num crédito de 100 mil euros com um ‘spread’ de 0,8 por cento permite poupar mais de 20 mil euros!

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