Economia

Construção, habitação e formação têm "forte potencial" para investimento em Cabo Verde

  • 28 de Outubro de 2009
  • 142 Visualizações, Última Leitura a 23 Setembro 2017 às 12:52
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Cabo Verde tem um “forte potencial” para investimento, através de parcerias entre empresas portuguesas e cabo-verdianas, nos sectores da construção, habitação e formação, disse hoje o presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Portugal/Cabo Verde.

Em declarações à Agência Lusa, João Chantre, que liderou uma missão empresarial de nove empresas portuguesas à Feira Internacional de Construção e Habitação (FICH), que decorreu na Cidade da Praia entre sexta-feira e domingo, sublinhou estar convencido de que, a médio e longo prazo, haverá condições para a entrada no mercado cabo-verdiano.

“Quase todas as empresas desconheciam o mercado de Cabo Verde. Não são empresas potencialmente investidoras, mas que procuram parcerias dentro do sector da habitação e construção, urbanismo, arquitectura, engenharia e material eléctrico, mas num formato diferente do de apenas vender o produto. Há a aposta na formação nas áreas das tecnologias e, por isso, há um motivo forte para entrar no mercado”, disse.

"Cabo Verde baptizou este ano de 2009 como o ano da construção e da habitação. Isto tem a ver com o facto de a questão da habitação ser um problema sério em Cabo Verde, nomeadamente a habitação social, com todos os inconvenientes que traz a habitação clandestina em termos de saneamento, de energia e urbanismo", referiu João Chantre.

Salientando ter sido a terceira missão empresarial que a Câmara de Comércio concretiza este ano a Cabo Verde, mas a primeira enquadrada numa feira comercial, João Chantre salientou que os empresários tiveram oportunidade de sondar o mercado e, apesar de a fase ser ainda exploratória, foram feitos “bastantes contactos proveitosos”.

Isso mesmo disseram à Lusa representantes de quatro das nove empresas que estiveram presentes na Feira, que sublinharam a importância da entrada no mercado cabo-verdiano como factor de internacionalização na facturação, tendo em conta, segundo dados oficiais de 2008, que existe um défice habitacional de mais de 80 mil alojamentos.

José Robalo, responsável da área comercial da Hager (material eléctrico), Milton Gomez, da BSL (materiais de construção e comércio internacional), Mário Henriques, da MHS (arquitectura e engenharia) e Luís Palaré, da Prospectiva (engenharia, arquitectura e gestão), sublinharam a importância destes contactos exploratórios.

Nesse sentido, garantiram que os contactos efectuados em Cabo Verde com empresas locais lhes permitiu obter uma visão mais clara do mercado, estando previsto, para os próximos meses, a vinda de delegações mais importantes para viabilizar potenciais negócios.

Além da Hager, BSL, MHS e Prospectiva, participaram na Feira as empresas portuguesas Armasul, Central Projectos, Focus Group e a Nuno e Leónidas Arquitectos, todas integradas na missão empresarial, e ainda a Andremo.

A I FICH foi organizada pelo Ministério de Descentralização, Habitação e Ordenamento do Território de Cabo Verde e pela Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), que juntou 85 empresas do sector, 10 delas de Portugal, 23 de Espanha, (todas das Canárias), uma do Brasil, França e Luxemburgo, sendo as restantes 49 cabo-verdianas.

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