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Empresários de São Jorge exigem soluções para a falta de acessibilidades e mão-de-obra qualificada para a Ilha

  • 12 de Junho de 2019
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A Direção da CCAH e o Núcleo Empresarial de São Jorge reuniram, a 11 de Junho, com mais de duas dezenas de Empresários daquela ilha para apresentação dos projetos que a Associação Empresarial irá desenvolver em São Jorge nos próximos dois anos, bem como para debater a situação da economia da Ilha. Na sequência da reunião, extraem-se duas conclusões:

1. A falta de acessibilidades de e para a ilha de São Jorge é muito grave e está a provocar graves problemas sociais e económicos.
Ao nível do transporte aéreo, não há lugares disponíveis nos aviões de e para a Ilha durante vários dias consecutivos, não permitindo aos jorgenses saírem ou regressarem a São Jorge, nem aos turistas o agendamento atempado das suas viagens. É fundamental um aumento considerável no número de lugares disponíveis para a Ilha, até porque São Jorge é uma das 4 ilhas da Região sem ligações diretas com o exterior.  
Ao nível do transporte marítimo, a falta do navio da Atlânticoline, e os horários dos barcos atualmente em vigor são altamente prejudiciais para São Jorge. Por outro lado, os anos vão passando, e a ilha continua sem ligações diárias com o Pico em horários laborais, uma promessa que está por cumprir desde 2007.

2. Decréscimo populacional e ausência de mão-de-obra qualificada, sobretudo nos setores em maior crescimento na Ilha, turismo e construção civil, que está de novo a dar sinais de melhoria.
Os constrangimentos não são novos, mas o sentimento dos empresários é que com o passar dos anos, a situação vem piorando e degradando-se, não havendo perspetiva de melhoria das situações referenciadas. É fundamental que haja um funcionamento integrado em rede ao nível dos transportes marítimos e aéreos, para que a ilha não aprofunde ainda mais o isolamento em que persiste e possa atrair mais população qualificada.

Os empresários da ilha que muito têm investido para o desenvolvimento de São Jorge sentem-se frustrados pela falta de resposta do Governo Regional relativamente a estes temas e pedem soluções urgentes e eficazes.

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