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Garrote da banca à economia Açoriana

  • 27 de Janeiro de 2017
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A Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH), por diversas vezes, tem vindo a alertar para o perigo de estarmos a perder a banca de proximidade, e dos efeitos nefastos que essa realidade comporta.

Nos últimos seis anos estima-se que o valor de crédito concedido às famílias e empresas açorianas, pelos bancos que atuam na região, decresceu perto de 30%. Estamos a falar de muitas centenas de milhões de euros que deixam de circular na nossa economia!

O impacto desta realidade na economia regional é de extrema importância, significa menos crescimento económico, menos investimento, menos capacidade de criar emprego.

No entender da CCAH, esta asfixia preconizada pelo sistema financeiro não faz qualquer sentido no momento atual da nossa economia e está a travar o futuro da nossa região.
Neste momento, as  entidades que mais estão a atuar de forma a apoiar as famílias e empresas Açorianas são aqueles que, pela sua proximidade, conhecem melhor o contexto sócio e económico da Região.

Denúncia dos empresários em relação ao SANTANDER TOTTA

A CCAH tem vindo a ser alertada, pelos seus associados, para o facto de o Banco Santander Totta, na sequência da integração dos sistemas Banif, estar a exigir às empresas, sem que haja qualquer tipo de incumprimento, a extinção das contas correntes caucionadas, ou similares, oferecendo a possibilidade de aquelas contas serem liquidadas a preços e prazos perfeitamente estranguladores para a realidade do mercado.

Lembramos que, aquando das negociações de compra do Banif, foi anunciado que, face à penetração do Banco nas Regiões Autónomas dos Açores (que se estimava em 40%) e da Madeira, os interesses destas duas regiões estariam salvaguardados.

Num período em que se começa a assistir a alguns indícios de retoma da economia, rescaldo da mais grave crise económica deste século, o tecido empresarial açoriano encontra-se a tentar recuperar dos danos causados por constrangimentos de vária ordem. Numa altura em que estão em curso um conjunto de sistemas de incentivo ao investimento, lamentamos que o Santander Totta não entenda, por um lado, a fragilidade da situação e tente, desta forma inusitada, apropriar-se, por via indirecta, dos apoios criados e que deviam ser aplicados a bem de todos no reforço e crescimento das empresas. Por outro lado, lamentamos que o banco não entenda a responsabilidade social resultante da sua nova posição no mercado destas duas regiões.

Apelamos, pois, ao bom senso da instituição e à eventual mediação do Governo Regional, para que as medidas, agora impostas, não sejam um fator suplementar de desestabilização da economia local.

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