Comunicação e Eventos

COMUNICADO: Redução de efetivos na Base das Lajes

  • 8 de Janeiro de 2015
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

É com profunda consternação que a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) confirma os piores cenários para a Base Aérea das Lajes. Não só a redução dos militares irá ser uma realidade, afetando cerca de três quartos dos efectivos e familiares atuais, como haverá uma redução gradual dos trabalhadores portugueses, para cerca de 400 postos de trabalho ao longo deste ano.

Ou seja, aquilo que a CCAH considerava desde 2013, como inevitável e que deveria ser encarado com urgência, será, até final do ano, uma realidade. As consequências serão muito graves, conforme tínhamos previsto, com impacto na economia da Ilha na ordem dos 10% do PIB.

Após a visita, de membros desta Câmara do Comércio, em novembro de 2013, ao Pentágono e a duas bases encerradas (Branswick no Maine e Cecil Field em Jacksonville, na Florida), foi elaborado um relatório posteriormente apresentado ao Presidente do Governo Regional dos Açores. Aquando dessa apresentação, a CCAH disponibilizou-se para, em conjunto com as entidades governativas, começar a diligenciar e a delinear um plano alternativo que permitisse, à semelhança do que foi feito em outros locais do Mundo, criar estratégias. Como resposta foi-nos transmitido que todos os esforços da Região deveriam ser canalisados para evitar a redução do efetivo da Base das Lajes. Qualquer alternativa seria enfraquecer essa posição. Assim sendo, a CCAH ficou incapacitada de desenvolver uma estratégia que considerava mais adequada. Ficam os promotores das negociações, Governo Regional e Governo da República, com o ónus do fracasso das mesmas.

Um ano depois verifica-se que, de acordo com o mencionado no relatório entregue pela CCAH ao Governo Regional, e tal como nos havia sido comunicado em Washington, o processo poderia sofrer atrasos mas seria irreversível. Cabe-nos agora perguntar quais as medidas que se pretendem ver adotadas para colmatar os impactos negativos que aí se advinham. Também, de acordo com o relatório apresentado, e apesar de se ter perdido já um ano, urge estabelecer um plano de reutilização e potenciação da infraestrutura situada na Ilha Terceira.

Lamentamos que as negociações que decorreram envolvendo o Governo Regional e o Governo da República, se tenham saldado por um enorme fracasso e não tenham conseguido demover os EUA das suas intenções iniciais. Assim, e tal como esperado, será a Região, e principalmente a Ilha Terceira, em concreto o concelho da Praia da Vitória, a arcar com os custos diretos e indiretos de tal decisão.

Uma vez mais, a CCAH predispõe-se a integrar e promover um plano urgente de contingência que permita reconverter este espaço. A posição geográfica do arquipélago, e em concreto da Base das Lajes, as condições aeroportuárias proporcionadas pela infraestrutura existente, a sua proximidade a um porto com potencial geoestratégico fazem deste dossier um assunto importantíssimo, não só para atenuar os impactos negativos, como também para estabelecer as premissas de dinâmica logística no Atlântico Norte.

 

Angra do Heroísmo, 08 de Janeiro de 2015

A Direção da CCAH.

Pesquisar

Mais recentes na Galeria

Ver Galeria