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Balanço do debate sobre políticas autárquicas para Praia da Vitória

  • 29 de Julho de 2009
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Mais de meia centena de empresários estiveram presentes no Auditório do Ramo Grande, no debate sobre políticas autárquicas com vista às eleições municipais para o concelho da Praia da Vitória, organizado pela Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH).

Pedro Pinto (CDS-PP), Berto Cabral (PSD) e Roberto Monteiro (PS) apresentaram as suas propostas para as eleições de Outubro na Praia da Vitória, com base em 6 temas previamente definidos: investimentos previstos para o concelho; política de desenvolvimento dos parques industriais; dinamização do comércio tradicional; promoção do turismo; política de combate à economia paralela e política de adjudicação de obras, prestação de serviços e aquisição de produtos.

Da assistência surgiram questões relacionadas, sobretudo, com o apoio às energias renováveis, a politica de adjudicação de obras, impostos municipais e taxas de recolha do lixo, a importância da sociedade civil e o turismo no concelho.

Pedro Pinto

O candidato do CDS-PP às eleições municipais garantiu uma “maior capacidade de gestão”, comprometendo-se a fazer “investimentos reprodutivos” que “criem riqueza e proporcionem trabalho no concelho”. Pedro Pinto quer “ampliar o Parque Industrial do Cabo da Praia”, que considera o “pólo dinamizador da indústria e comércio locais”, mostrando-se contra a propagação de parques industriais pela ilha.

Em relação ao comércio tradicional, disse que os investimentos “devem ser feitos pelos empresários e não pela Câmara Municipal”, cabendo à autarquia criar condições que possam auxiliar na dinamização das ruas, nomeadamente “animação de rua, dias mensais sem carro ou a supressão de alguns parquímetros em determinadas horas”. O candidato democrata cristão discordou com a promessa de construção do cais de cruzeiros em Angra, considerando que actualmente “o porto comercial da Praia está às moscas”, quando deveria funcionar como “placa giratória”.

Pedro Pinto comprometeu-se, ainda, a dar “primazia aos locais” na política de adjudicação de obras, prestação de serviços e aquisição de produtos, opinião que é partilhada pelo candidato do PSD, Berto Cabral.

Berto Cabral

O candidato do PSD coloca dois elementos como estruturantes para o desenvolvimento do concelho: transportes e energias renováveis.

Uma “boa política de transportes”, disse, é “fundamental para se ter um acesso mais facilitado aos produtos, contribuindo para aumentar o consumo e as exportações”. Por isso, Berto Cabral considerou fundamental a criação de uma “plataforma logística que interligue as potencialidades do concelho”, nomeadamente o aeroporto e porto comercial. Tal como o seu homólogo do CDS-PP criticou a anunciada construção do cais de cruzeiros em Angra e pretende expandir os limites do actual parque industrial no Cabo da Praia, “melhorando as suas condições”.

Sobre as energias renováveis elogiou a “tecnologia de ponta” utilizada por uma empresa da Praia da Vitória na produção de hidrogénio, considerando que os serviços da autarquia devem ser “exemplares” e pioneiros na adopção de renováveis.

O candidato social-democrata pretende ter uma “visão integrada do desenvolvimento do concelho”, pelo que acha essencial a “criação de um Plano Estratégico para caracterizar a realidade actual e definir as linhas de actuação futuras”. Prometeu criar um “Conselho Económico”, que envolva “todos os que desenvolvem actividades económicas no concelho” e quer que o Gabinete de Apoio ao Investidor actualmente existente na Praia, “passe a contemplar as actividades piscatórias e agrícolas”.

Sobre o comércio tradicional, apontou criticas ao desenvolvimento do centro urbano, afirmando que “falta estacionamento”, prometendo, por isso, “criar parques no local onde actualmente funciona a Praia Ambiente e junto ao Auditório do Ramo Grande”.

Roberto Monteiro

O candidato do PS às eleições municipais e actual Presidente da Câmara começou por expor as que considera serem as principais preocupações dos empresários do concelho: celeridade na aprovação dos projectos; justiça e equidade na selecção dos empreiteiros; papel interventivo e regulador da Câmara Municipal; dinâmica e iniciativa; taxas e impostos. 

Roberto Monteiro considera que o “principal gerador de riqueza do concelho” é o sector privado e defende uma gestão municipal “activa e interventiva” no sentido de “valorizar as competências dos recursos humanos do concelho”. Deu como exemplos a aposta na nova escola profissional, o centro de formação e negócios, o ninho de empresas e a academia das artes.

Em relação aos Parques Industriais afirmou que o actual não pode ser expandido devido ao plano de Ordenamento da Orla Costeira. Sustentou, por isso, a criação de 3 novos parques: Boavista, em Santa Cruz, Vila das Lajes e Agualva. O objectivo é, segundo o candidato, criar sinergias entre os 2 parques junto ao porto (Cabo da Praia e Boavista) e junto ao Aeroporto (Lajes e Agualva), prometendo “versatilidade” na aquisição e/ou arrendamento de lotes.

Lembrando as obras feitas, ou a ultimar, o actual Presidente da Câmara falou em “discriminação positiva” na política de adjudicação de obras, desde que esta seja feita “dentro da lei”. Roberto Monteiro anunciou, ainda, a possibilidade de uma Direcção Regional se transferir para o concelho da Praia e prometeu “financiar um diagnóstico energético” às empresas do concelho.

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